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sábado, 9 de julho de 2011

Recordar é envelhecer: Castlevania (NES) - GAGÁGAMES

Eis que surge mais uma edição do Recordar é envelhecer! O game que eu, André Breder, recordo desta vez é um que definitivamente marcou para sempre minha infância: trata-se do clássico imortal chamado Castlevania! Ele é simplesmente o game que mais joguei do NES até hoje! Bem, espero que os leitores do Gagá curtam mais este texto rebuscado deste velhinho aqui. Boa leitura!
E nasce o nome “Castlevania”

Simon Belmont invade o Castelo do Mal!
Em 1987 a Konami iria levar para o NES, o console de 8 Bits da Nintendo, uma versão praticamente idêntica do jogo Akumajo Dracula, que havia sido lançado para o Famicon no ano anterior. Alterando o nome do game no mercado americano para Castlevania, este jogo logo se tornaria um dos mais populares na época entre os gamemaníacos. Por causa da popularidade crescente do NES, muitos até hoje pensam que Castlevania foi o legítimo primeiro jogo da série, mas a Konami havia lançado primeiramente dois jogos, o Akumajo Dracula para Famicom e o Vampire Killer para o computador doméstico MSX, sendo que ambos saíram no ano de 1986.
Castlevania era um jogo de ação simples, tendo um modo de jogo mais linear, assim como visto em Akumajo Dracula, e sendo portanto, bem diferente do jogo Vampire Killer, onde o foco principal era a exploração. A estória de Castlevania era a mesma já vista em Akumajo Dracula e Vampire Killer: no ano de 1691 Dracula voltou do mundo dos mortos e somente um descedente do lendário clã Belmont pode destruí-lo. O destemido Simon Belmont seria então o próximo de seu clã a adentrar no território do inimigo e cumprir seu destino, fazendo com que Dracula voltasse novamente para o inferno!
Além do lendário chicote “Vampire Killer”, Simon podia também fazer uso de armas secundárias das mais diversas, cujo uso se fazia a custo de corações que eram obtidos com a destruição de inimigos e de candelabros com velas acesas, algo que se tornaria uma marca registrada na série.
Gráficos simples mas bem trabalhados
Os gráficos de Castlevania são simples como de todos os jogos do início do NES, mas os fundos de tela são bem trabalhados com muitos detalhes. Castlevania realmente foi um jogo que surpreendeu a todos na época em que foi lançado, por seus cenários muito bem elaborados e bonitos, mesmo que esta versão fosse inferior a do MSX. A qualidade gráfica logo seria mais um fator marcante nos demais jogos da série que seriam lançados nos anos posteriores.
Efeitos Sonoros que fizeram barulho para a época!

Dracula tem muitos servos fiéis…
Os efeitos sonoros deste jogo foram os melhores de sua época em um console. Foi um dos primeiros jogos do NES a utilizar vozes. Simon soltava um grunido sempre que era atingido, algo que hoje pode ser considero um efeito bem simples e básico, mas que na época chamou bastante a atenção. Os esfeitos do som do chicote e das armas secundárias estavam muito bem feitos, e eram bastante agradáveis de se ouvir! Enquanto muitos jogos da época tinham “barulhinhos irritantes”, Castlevania mostrava que desde sempre primava pela boa qualidade dos efeitos sonoros, que tinham um clima mais adulto e sério.
Trilha Sonora inesquecível!!!
As músicas seriam sem dúvidas, o grande destaque do jogo! Mesmo com a fraca qualidade sonora do NES, qualquer um perceberia a grandiosidade das composições de Castlevania! Quase todas as músicas se tornaram clássicas, e apareceram em vários jogos da série Castlevania lançados posteriormente. Este seria outro fator marcante na série, que sempre traria trihas sonoras de uma qualidade suprema em seus jogos!
Jogabilidade ruim
Mas nem tudo seria perfeito nesta primeira investida da série no NES. Havia alguns problemas de jogabilidade que muitas pessoas se queixaram na época, principalmente dos controles serem bastante duros. Uma vez que você saltava com Simon, por exemplo, não se podia mudar a direção no meio do ar, então bastava um cálculo errado na hora de pular para acabar caindo em um abismo. O manejo do chicote também era um pouco problemático, e ele não era exatamente a mais “poderosa” das armas quando você tinha que acertar objetos menores (especialmente as cabeças de Medusa flutuantes). O uso do chicote requeria uma cronometragem exata para acertar um alvo de maneira precisa. Mesmo assim, em pouco tempo de “jogatina”, o jogador se acostumaria com os controles e passaria então a se divertir muito com este jogo.
Um jogo bem, mas bem difícil mesmo!

Encarando a Dona Morte…
Outro problema principal em Castlevania era a sua dificuldade, com fases cheias de inimigos e abismos. Muitos dos chefes, dentre os quais podemos destacar o Frankenstein e a “Dona” Morte, enviaram pessoas ao hospício devido à dificuldade deles/delas. Havia continues infinitos, mas vencer o jogo requeria bastante paciência, dedicação, estrátegia e sorte!
Nascia uma lenda!
Castlevania é hoje, com todos os méritos, um verdadeiro clássico da série, um referencial para todos os jogos posteriores, um jogo obrigatório para qualquer fã da saga dos Belmonts! Sendo o primeiro que joguei da série, ele é até hoje muito especial para mim, e confesso que mesmo com tantos jogos “modernos”, eu sempre jogo este ótimo Castlevania. Já perdi a conta de quantas vezes já detonei este jogaço! A série Castlevania não podia ter começado de forma melhor no grandioso NES! Mas isto seria apenas o começo… o melhor ainda estaria por vir, felizmente!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Contra - Análise




Game: Contra
Plataforma: NES
Gênero: Run n’ Gun
Lançamento: 1988
Produtora: Konami
Contra é um clássico supremo, praticamente criador de um gênero, que explodiu nos arcades em 1987 e foi lançado no Nintendinho no ano seguinte, com algumas diferenças.
Heróis genéricos de guerra na capinha... dizem que era o Stallone e o Schwarzenegger...
Heróis genéricos de guerra na capinha... dizem que era o Stallone e o Schwarzenegger...
Partindo do presuposto que você, caro leitor, desconhece o game em questão, vou explicar o que se trata. Contra é um jogo de “correr e atirar” onde você controla um carinha semi nu de calça azul chamado Bill Rizer que, junto com seu parceiro semi nu de calças vermelhas Lance Bean, sai para destruir uma organização alienígena chamada Red Falcon e impedir que a Terra seja invadida. Mas, espera aí… se a base alienigena está na Terra, não significa que o planeta não JÁ FOI INVADIDO..?
Hora de inserir o KONAMI CODE
Hora de inserir o KONAMI CODE
O jogo é difícil, aliás toda série é conhecida por sua dificuldade elevada, tudo isso porque o game disponibiliza escassas 3 vidas para vencer 8 estágios, o que pode ser facilitado com a inserção do famoso código da Konami na tela título, aumentando esse limite inicial para 30, uma ajuda e tanto.
Mesmo sendo um port, o jogo difere do arcade. Para começar, os estágios 3 e 6 do original foram condensados nos estágios 2 e 5, diminuindo o número de fases de 10 para 8, os estágios também foram aumentados, contando aqui mais inimigos e desafios, os 4 estágios finais (Snowfield, Energy Zone, Hangar, e Alien Lair) deixaram de ser uma sequencia contínua como no arcade e foram divididos no Nintendinho.
O clássicíssimo Primeiro Boss
O clássicíssimo Primeiro Boss
Outra novidade é a introdução de um novo power-up. Além das 6 armas diferentes que os heróis podem usar, existe no NES uma “bomba limpa-tela”, que você bem sabe o que ela faz.
Os controles são simples e fáceis de aprender, os carinhas atiram em 8 direções e podem correr enquanto fazem isso, saltar pode ser um problema aqui, porque algumas plataformas são curtas e não é fácil controlar o salto acrobático do carinha, nada que alguns game-overs não ensinem.
Fases em Pseudo-3D, dor de cabeça de muita gente
Fases em Pseudo-3D, dor de cabeça de muita gente
Graficamente, Contra é muito caprichado para um jogo 8 bits de 1988, os designers se preocuparam bastante com detalhes tanto no background como nos próprios personagens e inimigos. A trilha sonora também é excelente, inserindo o jogador dentro do ritmo veloz do game.
Contra_Gameplay3
Curiosidades:
- O flyer japonês informa que o jogo acontece em dezembro de 2633.
- A versão japa tem uma aberturazinha que explica um pouco a historinha do game, essa abertura mostra que os anienigenas pousaram aqui numa ilha próxima a Nova Zelândia, 2 anos antes dos game.
- Na versão americana, a intro foi removida e o manual informa que o jogo acontece em ruínas da América Central… os heróis passsaram a ser chamados de “Mad Dog” e “Scorpion”.
- A versão Européia também é diferente. Para começar, o jogo se chama Probotector e os guerreiros semi nus agora são robôs.
Lance "Scorpion", Bill "Mad Dog", RD008 e RC011. Sem graça esses europeus.
Lance "Scorpion", Bill "Mad Dog", RD008 e RC011. Sem graça esses europeus.

Gráficos: star-color23star-color23star-color23star-color23star-grey22

OST: star-color23star-color23star-color23star-color23star-grey22

Jogabilidade: star-color23star-color23star-color23star-color23star-grey22

Gameplay: star-color23star-color23star-color23star-color23star-grey22

Diversão: star-color23star-color23star-color23star-color23star-color23

Geral: star-color3star-color3star-color3star-color3star-half